A geografia fantástica de Jules Verne de Zanzibar de volta ao Saara ou de "cinco semanas em um balão" à "extraordinária aventura da Missão Barsac" 1863-1905
Resumo
Resumo: Este paper explora a concepção única de fronteiras geográficas e culturais presentes nas obras de Jules Verne, especialmente entre 1863 e 1905. A discussão central gira em torno da ideia de que as fronteiras físicas, como montanhas e rios, definiram civilizações antigas, enquanto as fronteiras culturais são fluidas e mutáveis devido à migração e colonização. Verne, através de suas "Viagens Extraordinárias", ilustra uma geografia onde a imaginação transcende as limitações físicas, propondo visões futuristas como ilhas móveis e uma globalização cultural que desafia noções tradicionais de nação e etnia. A obra de Verne é destacada por sua contribuição pedagógica e enciclopédica ao conhecimento geográfico, ao mesmo tempo em que incorpora elementos mitológicos e fantásticos, proporcionando uma narrativa única que mescla descobertas geográficas com reflexões sobre a condição humana. O artigo conclui que a abordagem de Verne antecipa aspectos da literatura de viagem contemporânea, onde o autoconhecimento e a exploração de espaços exóticos são interligados, reforçando a relevância contínua de suas obras na compreensão da geografia cultural e física.
Referências
VERNE, J. La Jangada: Huit cents lieues sur l’Amazone. Monaco: Du Rocher, 2005.
VERNE, Jules. Around the World in Eighty Days. Translated by George Makepeace Towle. London: Penguin Classics, 1873.
VERNE, Jules. Five Weeks in a Balloon. Translated by William Lackland. New York: D. Appleton and Company, 1869.
VERNE, Jules. Twenty Thousand Leagues Under the Sea. Translated by anonymous. Project Gutenberg, 1994.